Formas de trabalhar coletivamente: diferença entre os modelos de redes

Unir forças no mercado empresarial tem sido a aposta de muitos gestores. As Centrais de Negócios proporcionam essa facilidade às empresas, oportunizando-às atuarem em conjunto e, desta forma, conquistarem força e resistência perante a concorrência.

A forma de trabalho do associativismo e os modelos de centrais, muitas vezes provocam dúvidas. Vejamos a seguir como elas se diferem:

 

REDES DE COOPERAÇÃO

Os sócios consultores da Resilient Desenvolvimento de Negócios: André Ramos, Caroline Hoffmeister e Maurício Garcia comentam sobre a rede de cooperação, que é um novo modelo de negócio: “É estruturado legalmente e de forma organizacional, onde os “atores” são empresas que, associadas a esta nova organização, buscam identificar objetivos comuns para alavancar novos negócios e potencializar ações coletivas, e assim aumentar seu grau de competitividade no mercado”.

Contudo, nessa essência de negócios em conjunto existem desafios a serem vencidos ao longo do caminho. Para isso, são itens indispensáveis para o bom andamento do grupo: a confiança entre os empresários envolvidos na rede, transparência das informações, respeito com a opinião dos demais, exercitar a cooperação nas medidas tomadas, percepção da rede como uma empresa que necessita ter gestão com fundamentos. Os consultores argumentam ainda sobre os principais benefícios das redes de cooperação: “Identificar soluções em conjunto, como: maior poder de barganha em compras, cursos e capacitações de gestão empresarial e técnicos, forte posicionamento de uma marca única (marketing compartilhado), novas oportunidades de negócios, atuação em conjunto para superação das fragilidades das empresas associadas, aumento da produtividade, e redução de custos”. Com as redes de cooperação, a administração não atua de forma individual, pois trata-se de um novo potencial de negócio com atuação coletiva dos associados, mas sem perder a autonomia.

 

CENTRAIS DE NEGÓCIOS

A principal finalidade das Centrais de Negócios é a operação da rede como negócio, baseada em uma gestão estruturada em rede de cooperação. Os consultores lembram: “Através de uma Central de Negócios, uma rede pode identificar e implementar as ações coletivas para todas as empresas associadas”. Quando o gestor pensa na empresa e na Central de Negócios, está abrangendo a rede num todo. Como o trabalho é coletivo nas Centrais de Negócios, a sustentação financeira procede no mesmo sentido, onde a verba que assegura a sobrevivência das centrais provém de mensalidades das empresas associadas e, em especial, da participação das negociações coletivas. Os empresários André, Caroline e Maurício enfatizam: “Somente com as mensalidades, a tendência de uma Central de Negócios é o enfraquecimento da gestão. A central tornar-se apenas um encontro de empresários, ou grupo de amigos, podendo ocasionar, até mesmo, o encerramento.

CENTRAIS DE COMPRAS

As Centrais de Compras são a forma avançada das Centrais de Negócios, sendo a atuação no processo de negociação e compra em conjunto. Pode-se comprar por meio de um centro de distribuição, ou quando é realizado um negócio coletivamente, mas a compra é individual. Para a economia da empresa, a centralização de compras proporciona muitos pontos positivos quando as Centrais de Negócios, de Compras, e empresas participantes, agem ligadas em si. Portanto, quando as Centrais de Compras operam com grandes volumes e vendem para as empresas associadas, favorecem as Centrais de Negócios e, por sua vez, as empresas associadas. Os consultores explicam que: “O poder de negociação se dá em volumes expressivos, e geram uma oportunidade de centralizar o estoque e distribuir para as associadas de acordo com a realidade de cada uma delas”.

 

USO DE MODELOS

Os sócios da Resilient explicam que cada modelo de negócio possui suas características, as quais variam de acordo com a rede de determinado segmento e de como ela pretende trabalhar. A exemplos do comércio que tem a tradição de realizar compras em conjunto para reduzir o custo dos produtos e conseguir um preço de venda melhor para competir com os concorrentes; já a indústria que, além das compras em conjunto, pode atribuir a entrada em novos mercados por conseguirem volume de produção e aumento de produtividade quando identificam produtos complementares; e o setor de serviços que possui nas capacitações cursos e treinamentos como uma grande oportunidade de identificar novos mercados, além das compras em conjunto. Na gestão associativista o passo primordial é entender o espírito de cooperação, já que é isso que rege o modelo. O pensamento individual deve ser extinto, dando lugar a ideias voltadas ao coletivo. Também é importante identificar um agente externo para auxiliar na implementação deste novo negócio, pois até então os empreendedores estudavam estratégias apenas para seus negócios. No entanto, nesse novo modelo o pensamento deve ser em conjunto. Para esse modelo é necessário disponibilizar tempo e dedicação que não se desenvolverá por conta própria, e a dica final dos consultores é acreditar: “Se não acreditar neste novo negócio, a tendência é manter o individualismo e, assim, enfraquecer o coletivo”.

 

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